quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Fundação Walmart concede US$ 3 milhões para inovações sustentáveis na indústria têxtil

Lançado em 2014, o Walmart Foundation’s Manufacturing Innovation Fund, concedeu US$ 3 milhões a seis universidades americanas para apoiar o seu trabalho em inovações sustentáveis na indústria têxtil. O fundo se concentra no desenvolvimento de fabricação de bens de consumo nos EUA com o objetivo de torná-lo mais viável, sustentável e competitivo de produzir. O Fundo de Inovação já forneceu um total de US $ 10 milhões em doações desde seu lançamento e esta é a terceira rodada de financiamento.
As universidades foram selecionadas por sua capacidade de lidar com dois desafios que atualmente apresentam barreiras ao aumento da produção doméstica. Entre eles estão:
1-Reduzir o custo de produção têxtil nos EUA, incluindo tecidos para o lar e vestuário, abordando os obstáculos ao longo da produção.
2-Melhorar os processos de fabricação com ampla aplicação para muitos tipos de produtos de consumo comuns.
Muitos dos vencedores do Walmart U.S. Manufacturing Innovation Fund têm um grande foco na sustentabilidade. As universidades que receberam os subsídios são:
  • Washington State University desenvolveu um processo ambientalmente amigável para reciclar resíduos de algodão pela regeneração da fibra usando uma técnica de fiação úmida;
  • North Carolina State University criou um método de tingimento têxtil comercial universal e sustentável que não usa sal ou alcalino; não produz efluentes; e reduz em 95% o consumo de energia e de água;
  • Clemson University desenvolveu fibras de poliéster sustentáveis, que alcançar um elevado nível de repelência a líquidos e sujeira;
  • Oregon State University desenvolveu um tingimento sustentável, rentável e um processo de impressão de tecidos inteligentes;
  • Texas Tech University apoia a investigação sobre diversos aspectos da produção têxtil, eficiência no tingimento e acabamentos especiais;
  • University of Massachusetts Lowell desenvolveu tecnologia de tingimento magnético para resolver os problemas técnicos e ambientais dos tingimento atuais.
“Avançar a produção ou montagem de produtos de consumo nos EUA é o objetivo número um do Fundo de Inovação”, disse Kathleen McLaughlin, presidente da Fundação Walmart e diretora de sustentabilidade do Walmart. “Como estes projetos sendo concretizados ao longo dos próximos anos, esperamos que a pesquisa não só permita soluções de baixo custo para os fabricantes, mas também melhore a sustentabilidade da indústria têxtil norte-americana.”
A rodada final dos projetos de inovação lançados este ano, como aqueles que já lançados ao longo dos últimos dois anos, foram projetados especificamente para expandir a fabricação de moda nas cidades americanas e para alimentar o crescimento econômico do país como quer o novo presidente eleito, Donald Trump.
Durante sua campanha, Trump prometeu trazer de volta a fabricação industrial para a América e renascer o orgulho do “Made in USA” que se perdeu desde que a China se tornou a fábrica do mundo no início dos anos 80. Até 1970, os EUA produziam internamente 94% de seus tecidos, roupas e acessórios mas hoje só fabrica 3%. A inovação tecnológica aliada a sustentabilidade vão renascer a indústria têxtil nos Estados Unidos.


Fonte:
http://www.stylourbano.com.br/fundacao-walmart-concede-us-3-milhoes-para-inovacoes-sustentaveis-na-industria-textil/

Seaqual, novo tecido reciclado feito de plásticos retirados do oceano

Vivemos na 'Era do Plástico', onde milhões de toneladas desse material, feito de petróleo são usados para fabricar uma infinidade de produtos essenciais para a vida moderna. Mas, ao mesmo tempo, os produtos de plástico causam uma enorme poluição ambiental quando descartados, e uma quantidade considerável dele está indo parar nos Oceanos causando a contaminação da vida marinha e humana. Como resolver isso?


Peças do projeto “Upcycling the oceans” da Ecoalf - Foto: Divulgação

 
A marca espanhola Ecoalf lançou sua primeira coleção de roupas e acessórios do projeto 'upcycling the oceans' com fios e tecidos produzidos a partir dos plásticos retirados do mar Mediterrâneo em parceria com as empresas Antex e Textil Santanderina, que desenvolveram uma maneira de reciclar os plásticos deteriorados retirados do mar junto com garrafas plásticas pós-consumo, transformando tudo em fios. 
 
Ambas as empresas se uniram para criar o fio e os tecidos de poliéster reciclado Seaqual. A ideia é que a transformação dos plásticos do mar em fios e tecidos cheguem a um mercado mais amplo, não se limitando apenas a Ecoalf.
 
A Antex é responsável por separar e limpar o plástico marinho recolhido do Mediterrâneo por pescadores e transformá-lo em grânulos, que depois são enviados à Textil Santanderina para serem transformados no fio e tecidos Seaqual.
 
A fabricação do Seaqual consome assim 92% menos água no processo de tingimento, 40% menos energia durante o processo de tingimento e libera 33% menos emissões de CO2 para a atmosfera. O resultado são tecidos reciclados de rastreabilidade controlada fabricados de forma responsável e cumprindo todas as normas de qualidade internacionais.
 
Por outro lado, o fio Seaqual será vendido para tecelagens do mundo todo. A coleção será apresentada oficialmente em fevereiro na Première Vision 2017 em Paris.
Fonte:
http://pt.fashionnetwork.com/news/Seaqual-novo-tecido-reciclado-feito-de-plasticos-retirados-do-oceano,788051.html#.WJNIlxsrLIU

Malha invadora da Tintex é a vencedora do HighTex Award


É uma das distinções de maior prestígio no mundo do têxtil e a vencedora é a Tintex – Tinturaria Têxtil de Cerveira. O HighTex Award foi anunciado na terça-feira em Munique, na Alemanha, ao início da tarde, reconhecendo a “alta qualidade, sustentabilidade, inovação, visão de futuro, eficiência e funcionalidade” do novo produto apresentado pela têxtil portuguesa.


Foto: Tintex


A novidade que a empresa levou ao concurso da Munich Fabric Start é o Corkcoating by Tintex, uma malha que inclui uma componente de cortiça. “É respirável, repelente à água, mais confortável e maleável”, explica o administrador Mário Jorge Silva, destacando que é também “tecnologicamente avançado e eco-responsável”. Em Munique estão mais de mil empresas de todo o mundo e a Tintex teve que passar por uma fase de pré-selecção até chegar aos três finalistas.

“Temos investido bastante em inovação e temos uma linha de coating que é das mais avançadas. Em 2015 encontramos um parceiro construtor com quem temos vindo a desenvolver este produto”, adianta, explicando que a grande novidade consiste “na incorporação da cortiça na textura da própria malha”.

coating em tecido ou em malhas de polyester já se fazia, mas tudo muda quando se trata de malhas de fibras naturais. E é, precisamente, neste aspecto que se distingue a actividade da Tintex, “que tem a linha mais moderna de coating para malhas naturais e ambientalmente sustentáveis”, como assegura o administrador.

A par das inovadoras características de conforto, maleabilidade, respiração e repelente à água, o Corkcoating by Tintex associa as vertentes da sustentabilidade e eco-responsabilidade, que foram determinantes na apreciação do júri. “Somos líderes mundiais em malha de Tencel, que é feita à base de fibra de madeira, à qual adicionamos agora desperdícios de cortiça para obter o novo produto. É tecnologicamente avançado, eco-responsável e com teor zero de formaldeído”, frisa Mário Jorge Silva.

A cortiça vem dos desperdícios da fabricação de rolhas e toda a investigação e desenvolvimento do produto foi feita na própria empresa e em articulação com o parceiro construtor. Ou seja, o fornecedor de maquinarias, que, tanto quanto o T conseguiu apurar, será alemão.

Localizada na zona industrial de Vila Nova de Cerveira, a Tintex é a têxlil mais a norte de Portugal, mas nem por isso se sente fora do ambiente de inovação e crescimento que tem caracterizado o sector. “Temos equipas de design e de inovação próprias e nos anos mais recentes contratamos mais de uma dezena de licenciados em áreas como química, têxtil, bioengenharia e ambiente”, sublinha o administrador, que só esta quarta-feira viaja para Munique, como estava programado.


Fonte:
http://pt.fashionnetwork.com/news/Malha-invadora-da-Tintex-e-a-vencedora-do-HighTex-Award,787694.html#.WJNHmhsrLIU

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Projeto inédito promove sustentabilidade e inovação ao setor têxtil

Iniciativa do Senai de Blumenau está sendo realizada em parceira com as empresas Altenburg, Dudalina e Eurofios


Os Institutos Senai de Tecnologia Ambiental e Têxtil, Vestuário e Design de Blumenau, promove em parceria com as empresas Altenburg, Dudalina e Eurofios, o Projeto "Melhoria de Produto Aplicando Ecodesign".

O programa, inédito na região, tem como objetivo levar inovação ao setor têxtil do município e região e produzir peças com reduzido impacto ambiental. 

De acordo com o coordenador técnico, consultor do Instituto Senai de Tecnologia Ambiental de Blumenau e coordenador do projeto, Ronald Schwanke, o setor têxtil e de confecção tem sido tema de debates quando o assunto é a sustentabilidade, e várias são as iniciativas das indústrias nesta direção.

“O projeto vai ao encontro dessa evolução, com o propósito de desenvolver um produto sustentável que contribua para o meio ambiente e para a sociedade, mas que seja um produto de sucesso no mercado”, destaca.

Projeto

Apoiado pelo Departamento Nacional do Senai, o projeto tem como objetivo desenvolver produtos com foco na sustentabilidade e inovação e disseminar as metodologias de Avaliação de Ciclo de Vida e de Ecodesign no setor Têxtil e Confecção.

“A partir de ferramentas, como avaliação de ciclo de vida e de princípios de Design Thinking e Ecodesign, os produtos são desenvolvidos com estratégias de redução de impacto ambiental, tanto na sua concepção quanto no seu processo produtivo, com benefícios ambientais percebidos pelo consumidor”, explica Schwanke.

Durante o projeto, serão realizados workshops de criação colaborativa para o desenvolvimento de briefings de produtos inovadores e de reduzido impacto ambiental.

“A equipe do Senai vai dar todo o suporte e apoio para que as empresas participantes criem e desenvolvam produtos baseados no Ecodesign. Depois disso, elas vão decidir se esses produtos chegarão ao mercado”, ressalta o coordenador técnico.


Fonte:
http://www.noticenter.com.br/n.php?CATEGORIA=38&ID=14817&TITULO=projeto-in-dito-promove-sustentabilidade-e-inova-o-ao-setor-t-xtil

Cientistas suecos reproduzem teia de aranha em laboratório

Pesquisadores criaram material a partir de proteína, bactérias e 'aparelho de fiação'. Fios podem ser usados na medicina regenerativa e na indústria têxtil.


Flexível, leve e biodegradável, mas mais forte do que o aço: pesquisadores anunciaram nesta segunda-feira (9) que conseguiram produzir com sucesso uma teia de aranha sintética, um dos materiais mais fortes da natureza.

Refinados através do longo processo de evolução, os fios de seda tecidos por aranhas são 30 vezes mais finos do que um cabelo humano e mais fortes do que Kevlar, uma fibra sintética utilizada na fabricação de coletes à prova de bala.

Os cientistas se esforçam há muito tempo para copiar as propriedades únicas desses fios, que são basicamente longas cadeias de moléculas de proteínas ligadas.

Ao tecer, a aranha secreta uma solução proteica através de um canal estreito, ao longo do qual a acidez muda e a pressão aumenta, fazendo com que as moléculas se liguem e formem cadeias.

Mas as aranhas são particularmente difíceis de se criar - produzem pequenas quantidades de seda e têm uma propensão para comer umas às outras.



Agora, uma equipe de pesquisadores da Suécia disse que conseguiu copiar o feito das aranhas usando proteínas em bactérias E. coli e um "aparelho de fiação" que imita as mudanças de pH que as aranhas usam para fazer seda, segundo um estudo publicado na revista "Nature Chemical Biology".

"Isso nos permitiu pela primeira vez tecer seda de aranha artificial sem usar produtos químicos agressivos", disse à AFP o coautor do estudo Jan Johansson, da Universidade Sueca de Ciências Agrárias, em Uppsala.

"As altas quantidades de proteínas produzidas em bactérias nos permitem tecer um quilômetro das fibras biomiméticas com apenas um litro de cultura de E. coli", acrescentou. Os fios são biocompatíveis e podem ser úteis na medicina regenerativa, disse a equipe.

Eles podem ser usados, disse Johansson, para a reparação da medula espinhal ou em células-tronco em crescimento para reparar corações danificados. A invenção também pode ser útil na indústria têxtil - para tornar ainda mais leve e mais forte a proteção do corpo, por exemplo.


Fonte:

http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/cientistas-suecos-reproduzem-teia-de-aranha-em-laboratorio.ghtml

Compor um tecido ao compor uma música é o novo conceito têxtil da alta costura


Aos que sempre acharam que música é para ouvir saibam que é possível tecer uma canção dos Beatles, uma melodia no piano ou até mesmo uma batida eletrônica.


Nadia-Anne Ricketts dançarina, apaixonado por música, e tecelã formada em Design Têxtil pela Central Saint Martins College of Art & Design de Londres, usou a tecnologia de codificação de áudio na fusão dos seus grandes amores: Música e Tecido.
Através de um software projetado por Nadia foi possível traduzir padrões universais, até então invisíveis, das batidas, sons e melodias das músicas em perfeitos padrões têxteis prontos para serem tecidos, como se andassem de mãos dadas.
 
 

beat 19
beat 17
  

Como são tecidas as composições musicais em padrões têxteis:

  

BeatWoven é a empresa têxtil da tecelã que inovou ao criar um novo conceito tecendo batidas musicais. O nome da marca como muitos devem imaginar nada mais é do que derivado do compositor clássico Beethoven, adaptado à Beat- batida e Woven- tecida, que explica exatamente o que é.
A aplicação dos padrões geométricos da música nos tecidos é feita de forma literal e abstrata, as vezes a composição repete quando parece resultar em uma boa estampa, tudo depende do que Nadia quer alcançar com os tecidos.
Imagine vestir uma música dos Beatles. “Lucy is in the sky with diamonds” rendeu um tecido maravilhoso, e é o best seller da BeatWoven. Apesar de não tecer sempre o mesmo gênero musical, Nadia diz que o Jazz não tem erro, sempre resulta em belos tecidos. A ideia é experimentar diferentes padrões de todos os gêneros.
 
 

beat 16
beat 14
beat 18
Big League Tour
beat 15
beat 13
beat 6
beat 3
beat 1
beat 8
beat 21

Fonte: